Compra da merenda vira inquérito civil

 

Mais um inquérito civil foi instaurado pela Promotoria Pública para apurar suspeita de irregularidades na compra de merenda escolar pela atual administração. Além da prefeitura, foram representadas pela Justiça, as empresas Boscatti Ind. e Com., Boníssima Com. Serv. Ltda e Fênix Ind. Com. Alimentos. O inquérito vai apurar se houve improbidade administrativa através de enriquecimento ilícito, com prejuízo ao erário e violação a princípios na compra dos alimentos.
Várias considerações levaram o promotor Leonardo Meizikas a pedir a abertura das investigações. As empresas citadas ficaram famosas por fraudarem o certame licitatório na cidade de Uberlândia-MG, com destaque em reportagem feita recentemente pela TV Globo no programa Fantástico e foi matéria da Gazeta de Vargem Grande na edição do dia 4 de julho, com o título “Denunciado possível superfaturamento em merenda”. O Ministério Público de Uberlândia encontrou diversas irregularidades nas compras efetuadas pela prefeitura da cidade mineira.
Todas as empresas estão localizadas em galpões instalados à margem de uma rodovia, com semelhanças nos endereços eletrônicos e telefones, demonstrando que estariam consorciadas com a finalidade de fraudar as licitações, havendo fundados indícios de irregularidades nas aquisições feitas pelo município de Vargem Grande do Sul, especialmente no que tange ao superfaturamento de preços dos gêneros alimentícios, afirma a promotoria.
Em Vargem, a Câmara Municipal e o jornal Gazeta de Vargem Grande já tinham apontado no ano passado que o preço cobrado a mais na compra da merenda escolar poderia chegar a R$ 700 mil.
Alega o promotor que a conduta em exame pode culminar com o enriquecimento ilícito de agentes públicos municipais em confronto com os comandos legais de probidade na gestão pública e haver fundados indícios de irregularidades na conduta investigada.
A denúncia foi encaminhada a Promotoria Pública pelos vereadores Márcia Iared (PSDB), Antônio Sérgio da Silva (PSDB), Iletro Cachola (PPS), José Roberto Rotta (PMDB), Luis Antonio Felipe (PDT) e Paulo Cesar da Costa (PSB).
Outra denúncia aguarda despacho na mesa do promotor Leonardo Meizikas e pode se transformar em novo inquérito civil. Trata-se da denúncia de superfaturamento na construção do aterro da nova creche que o prefeito Celso Itaroti pretende construir no bairro Jardim Cristina.

 

 

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